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Dólar Bate R$2,00

15/05/2012
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O dólar terminou o pregão de ontem cotado a R$ 1,989, com alta de 1,73% em relação à sexta-feira. Mas, no início da tarde, a moeda norte-americana cravou cotação de R$ 2,00 valor mais alto desde 13 de julho de 2009.

A forte valorização cambial foi atribuída, em grande parte, aos temores do mercado em relação às incertezas fiscal e política da Grécia, à derrota política da chanceler Angela Merkel, da Alemanha, em eleições regionais no fim de semana, e à aparente perda de fôlego da economia chinesa, de acordo com análise de Sílvio Campos, da Tendências Consultoria.

O cenário externo já estava delineado, com fortes quedas das bolsas de valores nas principais praças da Europa, quando o pregão brasileiro começou. Como a movimentação do dólar age em sintonia com o mercado externo, segundo Campos, o impacto na cotação brasileira foi imediato e o mercado já abriu com valorização do dólar em 1%.

Em sentido contrário, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve o pior desempenho dos principais mercados de ações do mundo, e caiu 3,21% no dia, com o Índice Bovespa marcando 57.539 pontos. Queda maior do que em Londres (-1,97%), Paris (-2,29%), Frankfurt (-1,94%), Milão (-2,74%), Madri (-2,66%), Lisboa (-1,94%) e Nova York (-0,98%).

Os piores desempenhos nas ações do mercado brasileiro foram registrados por empresas ligadas à construção civil e de material para residências, a começar pela Brookfield Residencial (-14,87%), PDG Realt (-10,38%) e Rossi Residencial (-9,09%), seguidas de perto pelas desvalorizações da Gol (-7,79%) e da MMX Mineração (-7,45%).

Desvalorização não preocupa governo brasileiro

O governo brasileiro não se mostra preocupado com a desvalorização do dólar. O ministro da Fazenda, Guido Mantega disse que o dólar é flutuante e que vai alterar de acordo com o mercado. Ele preferiu olhar a valorização da moeda norte-americana pela ótica das exportações, lembrando os efeitos benéficos da desvalorização cambial para a indústria do país.

– O dólar alto beneficia a economia brasileira, porque dá mais competitividade para os produtos. Significa que a indústria brasileira pode competir melhor com os produtos importados, que ficam mais caros, e pode exportar mais barato, portanto, não preocupa– disse Mantega.